Uma pessoa inconstante, que muda de idéia como quem muda de roupa, sempre querendo fazer tudo e nada. Uma dicotomia constante. Pluri-isotópica. Que ama viajar, sentir a brisa do vento no rosto, os cabelos voando, sentada na areia, ouvindo o barulho do mar, e embaixo de um céu de estrelas. Olhando para todas aquelas constelações e lembrando de histórias ou simplesmente criando-as. “Estou tentando aliviar, tentando não chorar, por mais que eu tente esquecer, memórias vem me enlouquecer”. O passado está entrando em choque com o meu presente e os ideais que eu tenho pro futuro, o cerco está se fechando e por mais que eu queira simplesmente não consigo esquecer tudo que me acontece. Ou aconteceu. Estou no meio de uma tempestade emocional, não consigo concatenar as idéias e acabo magoando quem não devo, nesse meu momento introspectivo, frio ao extremo. Tento aliviar a barra indo para o teatro que é como uma terapia, é o lugar onde eu posso demonstrar todos os meus heterônimos sem ser julgada, é o lugar onde posso extravasar e ser “feliz”. “Sempre precisei, de um pouco de atenção, acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto”. Acho que o começo dessa música do RR me define perfeitamente. Sou um ser humano ainda em construção, que erra e se arrepende, que às vezes consegue consertar e às vezes perde pra sempre. Que morre de medo de magoar as pessoas, mas pelo seu jeito inconseqüente de sair por ai tacando verdades nas faces alheias, não agrada as pessoas. Por isso posso dizer que tenho amigos, sim, mas que são muito poucos, os que me aturam e me amam, mesmo com todos os meus defeitos, e o meu gênio explosivo. Sou extremamente temperamental. Fria, às vezes, mas inexplicavelmente sensível em outras. Estou tendo que aprender na marra, como é me virar, como é se sentir sozinha, sem uma perspectiva. Nunca tive que me preocupar com diversas coisas, pois sempre alguém faria por mim. Mas, não quero mais ser dependente. Estou no momento de dar minha cara à tapa, por que o que eu mais quero nesse momento, é crescer. Porém com uma consciência do que é politicamente correto, e fazer perfeitamente, já que a vida não tem ensaios, e eu tenho muita coisa a mostrar antes que se fechem as cortinas.